segunda-feira, 29 de julho de 2013

Flu demite Abel mesmo sem opção de consenso para assumir o time

Por Edgard Maciel de Sá e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro

O Fluminense vive um dilema. Com cinco derrotas consecutivas e já ocupando a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, a diretoria tricolor decidiu pela demissão do técnico Abel Braga, tratada desde a noite do último domingo após o revés para o Grêmio, em Porto Alegre. O anúncio será feito na tarde desta segunda-feira, nas Laranjeiras. Ao mesmo tempo, os dirigentes enfrentam dois problemas principais: a falta de dinheiro para arcar com a dispensa da comissão técnica a cinco meses do fim do contrato e ainda a ausência de um nome de consenso para assumir o time imediatamente. 

Abel Braga no desembarque do Fluminense na tarde desta segunda-feira (Foto: Edgard Maciel de Sá)

O contrato do técnico Abel Braga com a Unimed, válido até o mês de dezembro, não tem multa rescisória. Mas é o compromisso do treinador com o Fluminense, assinado por tempo indeterminado, que surge como entrave. Somando dois meses de salários devidos, FGTS não recolhido e direitos de imagem também atrasados, o Tricolor precisaria desembolsar cerca de R$ 2,05 milhões para demitir toda a comissão técnica formada, além de Abel, pelo auxiliar técnico Leomir, os preparadores físicos Cristiano Nunes e Marcelo Chirol, o preparador de goleiros Marquinhos e o observador Fábio Moreno.

Outro problema é a falta de consenso entre os membros da diretoria tricolor quanto ao substituto. Vanderlei Luxemburgo, nome preferido do presidente da patrocinadora, Celso Barros, enfrenta forte rejeição no clube. O próprio presidente Peter Siemsen é contra. Atualmente no Bahia, Cristóvão Borges também já foi procurado, mas a incerteza quanto a permanência do diretor executivo Rodrigo Caetano em 2014 - os dois já trabalharam juntos no Vasco - atrapalha a questão. A terceira opção seria Ney Franco, recentemente demitido do São Paulo.

Antes de a diretoria bater o martelo sobre a demissão, uma pessoa ligada à diretoria tricolor evidenciou o impasse.

- O quadro é complicado. Hoje o Fluminense vive três problemas principais. Em Porto Alegre foi tratada a demissão do treinador, mas não há um substituto para assumir o time. O nome do Luxemburgo, quando saiu na imprensa, teve uma rejeição enorme. E o clube não tem como honrar agora com os gastos da saída da comissão técnica. Não dá para demitir o treinador sem ter quem colocar no lugar, ainda mais na situação atual do time.

Em 17º lugar no Brasileirão, o Fluminense precisa de um novo treinador para assumir o time em caráter de urgência. O Tricolor volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Cruzeiro, às 19h30m (de Brasília), no Maracanã. A primeira opção natural dentro do clube e seria o técnico dos juniores, Marcelo Veiga, mas ele está na Alemanha com a equipe sub-20 disputando uma competição internacional. Em 2011, parte da diretoria tentou implantar a ideia do auxiliar técnico permanente justamente para casos como esse. Enderson Moreira foi contratado, mas a iniciativa não vingou.

OPINIÃO.

Por Jean Pierre Domingues Soares

O que todo o torcedor tricolor temia ocorreu hoje a tarde.A demissão do técnico Abel Braga que vinha sendo alvo de criticas da diretoria e de seus torcedores dentro e fora das laranjeiras aconteceu de forma amigável e sem ressentimentos  por parte da diretoria e assim se encerrou de forma dramática um ciclo vitorioso que deu ao clube 2 títulos em 2012(Brasileiro e Campeonato Carioca) e reacendeu a mística do time de guerreiros.

Nomes não faltam para assumir o clube mas a certeza é a de que a situação do Fluminense é muito complicada no momento e hoje (se terminasse o campeonato) estaria rebaixado para a serie b.Algo que ninguém da diretoria do tricolor carioca quer viver de novo,pois em 1998 vivenciou um dos momentos mais dramáticos de sua história ao cair da segunda para a terceira divisão

Porém,fica aqui o meu apelo como torcedor para os jogadores e a diretoria para que se empenhem mais e joguem mais,pois esta será a única forma de dar uma satisfação aos seus torcedores e principalmente pelo fato de que o Brasileirão é um campeonato em que perder pontos pode fazer muita falta lá na frente,tanto para título,vaga na libertadores e/ou rebaixamento e também para resgatar a sua dignidade junto a seus torcedores. 
 

domingo, 28 de julho de 2013

Com má atuação, Inter é goleado pelo Náutico e perde a liderança do Brasileirão

Fonte:Zero Hora Atualizada em 28/07/2013 as 18 hs 17

 

O Inter se tornou líder do Campeonato Brasileiro na quarta-feira. Fez um pacto no vestiário. Iria manter a ponta em direção ao título. Pois a liderança durou quatro dias. Logo no primeiro confronto, tomou 3 a 0 do lanterna Náutico, em Recife, caiu para a segunda colocação e deixou a Arena ouvindo o debochado grito de olé. O resultado repete a mesma goleada sofrida no campeonato do ano passado.

 
Os três gols foram marcados no segundo tempo. Foto: Alexandre Lopes/S. C. Internacional, Divulgação

É claro que estava sem quatro titulares, Leandro Damião, D'Alessandro, Gabriel e Índio, mas ainda assim não justifica a goleada. Também mostrou Alan Patrick, de atuação insuficiente. E mais: dos raros seis gols marcados pelo Náutico na competição, dois deles foram sobre a zaga do Inter. 

De início, foi um jogo sob o domínio do sol. Só pode ter sido o calor intenso o motivo daquele futebol de excessivas trocas de passe, de falta de iniciativa, disputado apenas na zona central do gramado, sem escapadas pelas pontas, sem jogadas insinuantes. No caso do Inter, e efeito da temperatura é bastante presente, porque, afinal, havia jogado em São Paulo na quarta-feira com 7ºC, e ontem, à sombra, estava 27ºC em Recife. Ainda assim, o Inter manteve o domínio controlado, com quase 65% de posse de bola

Sem D'Alessandro, Kleber usou a braçadeira de capitão e ao menos em um momento ele foi à linha de fundo e cruzou a seu jeito, em curva, na direção de Rafael Moura, que não soube aproveitar. Em seguida, uma sequência de escanteios mostrou que o Inter apertou o ritmo em cerca de três a quatro minutos, até que tudo voltasse à lentidão de passes sonolentos. 

O lance que melhor lembra um futebol competitivo aconteceu aos 32 minutos. Alan Patrick fez sua melhor participação no jogo, talvez única, ao lançar Rafael Moura que, abalroado, permitiu a bola sobrasse para Forlán. O uruguaio passou pelo goleiro Berna mas concluiu sobre a zaga. 

O segundo tempo não espantou a sonolência. Tanto que o centroavante Rafael Moura perdeu o lance de gol mais claro do jogo. Com a falha da zaga, dentro da pequena área, Rafael tentou ajeitar o corpo, enquadrar as pernas para o chute, olhar a bola — e só aí se passaram quase dois segundos. Ou seja, todo o time do Náutico teve tempo de se recuperar e interceptar o lance. 

Na sequência, Dunga trocou Rafael por Caio, e Alan Patrick por Dátolo. Numa primeira movimentação, Dátolo permitiu que Jorge Henrique acertasse um chute de fora da área e parecia que, enfim, o Inter acordaria. Não foi o que aconteceu. 

Aos 27 minutos, o lateral Auremir e Derley trocaram dois passes entre quatro colorados estaqueados, sem dar o bote, até que Derlei acertou um chute de meia altura e cruzado. 

O 1 a 0 do lanterna abriu a ambição do Inter — mas aí o jogo avançou aos solavancos e, na ansiedade do empate, os cruzamentos se sucederam e nenhuma jogada costurada de finalização aconteceu. Ao contrário, no contra-ataque Maicon Leite infernizou. Primeiro, Muriel teve de tirar com os pés um lance de gol. Segundo, o atacante avançou às costas de Ednei e marcou o segundo. 

Não foi só isso: aos 46 minutos, Ronaldo Alves e Juan falharam no gol de Rogério, o do 3 a 0. Das cadeiras da Arena Pernambuco, o time ouviu "olé, olé, olé" — e com esse grito retumbando na cabeça viaja para Porto Alegre na semana do Gre-Nal. 

OPINIÃO

Por Jean Pierre Domingues Soares

Há exatos 3 dias,o Inter vencia o São Paulo e assumia a liderança provisória do campeonato brasileiro com uma boa atuação diante de um São Paulo em crise e assim dava esperanças aos torcedores que estavam entusiasmados com o até então bom rendimento do time comandado por Dunga,mas ainda havia sinais de preocupação e desconfiança de minha parte sobre o time que só joga com a presença de D'alessandro.

Hoje contra o Náutico,a minha preocupação e provavelmente a de vários torcedores se confirmou com uma atuação horrenda do escrete colorado diante do Timbu na Arena Pernambuco onde novamente levou 3 x 0 de lambuja diante de um time que estava na lanterna do campeonato e assim deflagrou um dos grandes vexames da rodada

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Os jogos Santos x Coritiba,Vasco x Fluminense e Inter x Flamengo pela 8ª rodada do Brasileiro 2013

21/07/2013- Atualizado em 22/07/2013 21:19

Em tarde inspirada, Alex marca dois,e Coritiba empata com Santos na Vila

Por Lincoln Chaves Santos, SP 

Em mais uma tarde inspirada, Alex foi o grande nome do empate por 2 a 2 entre Santos e Coritiba, na Vila Belmiro, neste domingo, pela oitava rodada do Brasileirão. Com um golaço e outro no fim do jogo, o meia do Coxa evitou a primeira derrota da equipe. Pelo lado do Peixe, o garoto Neílton também brilhou, fazendo um dos gols - Cícero marcou o outro.

Com o resultado, o time paranaense foi a 16 pontos, igualando-se ao líder Botafogo, mas em segundo por causa do saldo de gols (5 a 4). O Peixe chegou aos 12, ficando na sétima colocação.

O Santos volta a campo no próximo sábado, contra a Ponte Preta, no Moisés Lucarelli, em Campinas. Já o Coritiba encara o Vitória no domingo, no Couto Pereira, em Curitiba.

 Leandrinho comanda o Peixe; Alex rege o Coxa

A Vila Belmiro é a casa do Santos, mas foi o Coritiba que começou ditando o ritmo do primeiro tempo. Alex regia o ataque, apoiado pela movimentação de Deivid, Geraldo e Victor Ferraz. A postura ofensiva do Coxa deixou o Peixe sem saída nos primeiros minutos, tentando chegar ao ataque - sem sucesso - com lançamentos para Neilton e Willian José. Até por isso, foi do Alviverde a primeira boa oportunidade. E que gol Alex perdeu! O camisa 10 fez quase tudo certo: aproveitou o corta-luz de Geraldo, deslocou Aranha ao fingir o arremate... e acertou a trave na conclusão.

O lance acordou o Santos. Não ofensivamente, mas pelo menos passou a colocar a bola no chão com paciência e aguardar a melhor hora para contra-atacar. Leandrinho, dando opção pelos dois lados e mostrando boa movimentação, era o santista mais acionado. E foi dos pés do camisa 7 que o "novo" Peixe, contra tudo que se desenhava até então na partida, chegou ao gol. Coube ao meia, depois de receber bom passe de Rafael Galhardo, cruzar com precisão para Neilton, que se antecipou à zaga e desviou para as redes. Foi a primeira chance santista. E o primeiro gol do confronto.


Victor Ferraz disputa bola com Neilton em jogo movimentado na Vila (Foto: Daniel Teixeira / Agência Estado)

Mesmo atrás no placar, o Coritiba não mudou a forma de jogar. Manteve o controle das ações, com Alex distribuindo o jogo pelo meio e pela direita e atuando quase como um terceiro atacante. O domínio alviverde, aos poucos, foi se reestabelecendo - apesar do Santos não estar acuado como nos 15 minutos iniciais e seguir apostando nas bolas para Leandrinho e Neilton. Só que o empate parecia questão de tempo. Aos 40 minutos, novo corta-luz de Geraldo e bola para Alex. Dessa vez, o camisa 10 apenas dominou e deu uma "cavadinha", que morreu no fundo das redes. Golaço e jogo empatado.

 Peixe sufoca, perde gols, e Alex salva o Coritiba

O Coritiba, tal qual nos 45 minutos iniciais, voltou para o segundo tempo disposto a manter a pressão no ataque. A diferença é que o Santos retornou ao gramado diferente, com mais ímpeto. Com a marcação avançada e Montillo mais próximo de Neilton e Willian José (depois Giva), Leandrinho e Cícero ganharam opções para distribuir o jogo. A postura santista acuou o Coxa, que ficou sem o toque de bola do primeiro tempo. Foi então que a bola parada, tão treinada por Claudinei Oliveira no sábado, fez diferença: Galhardo cruzou e Cícero, de cabeça, mandou para o gol, colocando o alvinegro à frente no placar.

Diferentemente do que ocorreu na etapa inicial, o Coritiba sentiu o baque. Agora era o Santos que dava as cartas na partida. Os Meninos da Vila também sentiram que o momento era deles e passaram a bombardear o gol alviverde. Foram três boas chances em dez minutos. Uma com Montillo, que parou na trave. Na sequência, Leandrinho aproveitou a sobra e Vanderlei defendeu com as pernas. O camisa 10 santista, aliás, ainda teve uma segunda oportunidade, pouco depois: um voleio, dentro da pequena área, que obrigou Vanderlei a fazer outra grande defesa.

Superior no placar e no jogo, o Santos aproveitou os minutos finais para diminuir o ritmo e cadenciar o jogo. O Coritiba, em contrapartida, mandou-se para o ataque, como ainda não tinha feito. As entradas de Everton Costa e Keirrison deram mais opções ofensivas à equipe de Marquinhos Santos. E Alex? Estava quietinho, marcado... Mas precisou de uma bola, uma só, para decidir. E decidiu. Aos 42 minutos, a redonda sobrou para o camisa 10, na área. Livre. Gol e empate com gosto de vitória para o Coxa. Ao Peixe, a lição: quem não faz, toma.

Opinião 

Por Jean Pierre Domingues Soares

Tudo parecia que o Santos venceria mais uma no Brasileirão 2013,mas não foi assim não.Veja o parecer sobre a atuação de cada time:

SANTOS

O alvinegro praiano atuou bem mas ainda deixa a desejar nesse campeonato por causa do seu fraco desempenho defensivo e por isso,encontra muitas dificuldades  quando enfrenta equipes de qualidade com a do Coritiba.Parece que o time está dividido em 2 setores onde um funciona e outro não funciona e por causa disso deixa escapar pontos considerados conquistados por causa de sua inoperância defensiva deixando - o na sétima posição.O Santos precisa abrir o olho para os próximos jogos e aprimorar o seu sistema defensivo para não correr o risco de perder contato com o G - 4 senão vai ficar pelo caminho de novo.

CORITIBA 

Não há duvidas de que o coração do time coxa branca é mesmo o meia Alex cabeção,pois ele joga pelo time e mais um pouco.O Coritiba se mantiver esse futebol daqui pra frente poderá ser um sério candidato ao título(que não o conquista desde 1985)brasileiro.Ele carregou o time nas costas mesmo estando atrás no placar e lutou muito até conseguir um empate heroico que deixa a equipe do Alto da Glória em 2º na classificação geral   


 21/07/2013 - Atualizado em 22/07/2013 - 21:22

Juninho reina na volta ao Maracanã, Vasco derrota o Flu e sobe na tabela

Por GLOBOESPORTE.COM Rio de Janeiro
 
A reabertura do Maracanã aos clubes teve show de um velho conhecido do estádio. Na reestreia pelo Vasco, Juninho Pernambucano voltou a ser protagonista após 12 anos longe de um dos palcos em que mais marcou sua carreira no clube. Na noite deste domingo, novo brilho: gol, assistência e aplausos para o camisa 8. André e Tenorio também marcaram, o Cruz-Maltino fez 3 a 1 sobre um Fluminense com menos dois - Fred e Digão foram expulsos - e se distanciou da zona de rebaixamento. O time agora é o 11º colocado, com dez pontos, e deixou para trás o Tricolor, que descontou com Carlinhos, com nove pontos na 14ª posição.

Antes do jogo, os tricolores provocaram o adversário com um mosaico na arquibancada com os dizeres "É o destino...", em referência à musica cantada pela torcida para se gabar quando leva vantagem sobre os vascaínos. Mas diante de um público de 34.634 pagantes (46.860 presentes), e renda de R$ 1.554.510,00, o Vasco se vingou em campo e reencontrou o caminho das vitórias após três jogos. Tenorio, que entrou no segundo tempo no lugar de Eder Luis e foi o autor do último gol do clássico, comemorou em dose dupla: pelo triunfo e pela volta de Juninho ao time.

 - O Vasco fez uma boa partida. Em outros jogos cometemos erros que nos levaram à derrota. Mas não podemos relaxar, temos que trabalhar ainda mais forte para seguir melhorando. Ainda estamos lá embaixo da tabela.

Já o Fluminense chega a sua terceira derrota seguida e se vê próximo da zona de rebaixamento. Com a volta de Deco, o time começou bem, mas a expulsão de Fred, logo aos 25 minutos do primeiro tempo, pesou para a atuação. E o técnico Abel Braga, que viu o Flu sofrer mais três gols no campeonato - já são 13 em oito jogos - lamentou com uma frase forte no intervalo.

 - Está muito fácil fazer gol no Fluminense - observou

Juninho reencontrou o Maracanã com gol, assistência e aplauso (Foto: Marcelo Sadio/Vasco.com.br)

Na próxima rodada, o Vasco recebe o Criciúma no sábado, às 18h30m (de Brasília), em São Januário. No dia seguinte, o Fluminense visita o Grêmio às 16h, na Arena do Grêmio.

 Juninho revive reinado no Maraca, e Fred é expulso

Que diferença faz um meia de criação, cada vez mais raro no futebol brasileiro. Fluminense e Vasco tiveram o privilégio de ter um de cada lado no clássico: Deco e Juninho. O Tricolor, logo aos dois minutos de jogo, deu início a uma ótima oportunidade: com um passe na medida, achou Wagner na área. Ele cruzou, Carlinhos aproveitou bobeada de Jomar e rolou para Sobis chutar e ver Rafael Vaz salvar quase em cima da linha. Já o vascaíno também organizava os ataques, mas foi ainda mais decisivo. Em jogada de Wendel pela esquerda, e após falha de Edinho, Pedro Ken cruzou para a conclusão certeira do Reizinho. Gol no estádio que foi palco de grandes momentos de seu reinado no Cruz-Maltino.

Rafael Vaz queria parar Fred para ficar famoso. Jomar, surpresa na escalação no lugar de um gripado Renato Silva, também quis, mas conseguiu de outra forma. Após deixar a mão numa dividida e acertar o olho do atacante, o camisa 9 do Flu caiu em campo, foi atendido e não gostou. Não demorou muito a revidar: deixou o cotovelo no rosto do zagueiro. E o árbitro Marcelo de Lima Henrique, que já havia aplicado dois cartões amarelos em menos de 15 minutos, não teve dúvidas em mostrar o vermelho para Fred. A expulsão fez cair a intensidade do duelo dos homens de criação, já que o Fluminense precisou recuar, e Deco perdeu a função sem a posse de bola.

Apesar da vantagem numérica, o Vasco não agrediu. E o Flu assustava com Edinho. O volante apareceu duas vezes à frente sem marcação e quase empatou com duas pancadas de longe: a primeira caiu em cima do travessão, e a segunda raspou a trave de Diogo Silva. O Cruz-Maltino não aproveitava os contra-ataques e só conseguiu chegar com perigo no fim do primeiro tempo. Sandro Silva lançou André sozinho no ataque, ele bateu de fora da área, mas Cavalieri defendeu. Defesa que relembrou sua boa fase de 2012. Antes mesmo do fim do primeiro tempo, Abel indicou mudanças ao mandar seus atacantes do banco para o aquecimento.

Revide e expulsão: Fred perdeu a cabeça e jogou só 24 minutos (Foto: Luciano Belford / Futura Press)

 André e Tenorio ampliam o placar, e Digão, a desvantagem

O Flu voltou com Rhayner no lugar de Deco para tentar jogar na velocidade nos contra-ataques. Só que a marcação tricolor não conseguiu conter a primeira investida do Vasco, que ampliou o placar no primeiro minuto da etapa final. O gol foi de André, num toque por cobertura na saída de Cavalieri. A assistência? De Juninho. Quando o jogo parecia sob controle, Carlinhos recolocou o Flu no páreo. Ele aproveitou escanteio cobrado por Sobis e a saída errada de um afobado Diogo Silva para diminuir a diferença de cabeça.

Dorival fechou mais o meio, tirando o estreante Henrique para a entrada de Fillipe Soutto. Mas não conteve a empolgação do Tricolor, que esteve perto de empatar o jogo em duas bombas de Rafael Sobis. O Flu foi para o tudo ou nada com Marcos Junior no lugar de Edinho, mas a esperança caiu por terra quando Digão, já com amarelo, parou o contra-ataque vascaíno e também foi expulso. Com dois a menos, a tarefa de reagir ficou impossível.

Juninho, cansado, pediu para sair e deu lugar a Fabio Lima. O meia entrou bem, explorando os espaços nas laterais, mas quem deu números finais à partida foi Tenorio. O equatoriano, que substituiu Eder Luis no fim, usou a cabeça após escanteio para marcar o terceiro. Com o Fluminense nocauteado, o árbitro nem quis saber de acréscimo e terminou o clássico aos 45 minutos.

OPINIÃO

Por Jean Pierre Domingues Soares

Maracanã lotado,tudo dava a entender que o Fluminense retornaria ao novo estádio com vitória,mas o que se viu em campo,foi um baile cruz-maltino sobre o tricolor.

VASCO

No dia em que o Maracanã voltava a ter jogos entre clubes do Brasil depois de quase 3 anos o Vasco voltava a enfrentar o Fluminense em um superclássico e com uma grande novidade:a volta de Juninho Pernambucano ao Vasco após uma passagem pelo Qatar,EUA e Europa.Sendo assim,a bola rolou e a superioridade do Vasco começou a aparecer durante a partida e logo de cara achou um gol que saiu de uma falha grave do volante Edinho ao qual falarei depois.Com isso,o Vasco abriu o caminho da vitória com o gol de Juninho Pernambucano além de André e Tenório que decretaram uma crise sem precedentes nas Laranjeiras.Na próxima rodada,o Vasco(11º colocado) enfrenta o Criciúma em São Januário podendo subir mais na tabela,ou seja,tem boas perspectivas daqui para a frente.

FLUMINENSE

Está instalado uma crise de identidade nas Laranjeiras após mais uma derrota em mais um clássico diante de um adversário que até pouco tempo atrás estava lá embaixo na tabela beirando o Z - 4 e num caminho sem direção no lado político e que de uma hora para outra vence partidas(inclusive o clássico de ontem e ganha moral no campeonato.Parece que os papéis foram trocados entre os clubes do Rio de Janeiro.

Foi uma partida em que o torcedor morreu de vergonha de torcer para o Fluminense,pois desde a traumática eliminação para o atual finalista da libertadores (o Olímpia) o tricolor perdeu o rumo na temporada e agora vê uma ameaça de rebaixamento a segundona cada vez mais próxima pois a distancia ficou mais curta.Tudo começou quando Fred e Digão foram expulsos e por isso,dilaceraram todo o time que vinha cadenciando o jogo normalmente até tomar o gol.A partir daí,o Vasco fez o que quis com a defesa tricolor e por isso,mereceu a vitória.O alerta vermelho está acendido.Se quiser vaga na Libertadores 2014 ou o penta terá de jogar mais e se contentar com o que tem no elenco e aproveitar a base,senão além de não ganhar nada este ano,pode parar na 2ª divisão em 2014.O próximo jogo será contra o Grêmio em Porto Alegre no próximo fim de semana e se perder,entra no Z - 4.



21/07/2013 18h08 - Atualizado em 22/07/2013 22:34

Com gol de rubro-negro Juan, Inter vence o Fla e encosta na ponta

Por GLOBOESPORTE.COM Caxias do Sul, RJ


Em um duelo extremamente equilibrado durante quase todo o tempo, coube a um ex-ídolo do Flamengo decidir a partida a favor do Internacional. Nos acréscimos, o zagueiro Juan aproveitou uma saída em falso do goleiro Felipe e decretou a vitória do Colorado sobre o Rubro-Negro por 1 a 0 no estádio Centenário, em Caxias do Sul. Como havia prometido, o defensor não comemorou o gol em respeito ao clube no qual foi formado e ainda fez reverência à torcida visitante com a mão no peito. Mesmo sob frio intenso - 6ºC em média - 8.038 pessoas pagaram ingresso, com renda de R$ 219.920,00.

Na próxima rodada, o Internacional visita o Náutico na Arena Pernambuco, no domingo, às 16h (de Brasília). Já o Flamengo faz seu retorno ao Maracanã no clássico contra o Botafogo, domingo, às 18h30m.

Zagueiro Juan não comemora o gol contra o Flamengo (Foto: Itamar Aguiar / Futura Press)

 Muito equilíbrio no primeiro tempo

O equilíbrio marcou o primeiro tempo, mas o Inter começou melhor, com D'Alessandro na armação e um ataque mais leve com a entrada de Jorge Henrique, buscando espaços na defesa do Flamengo. Em 15 minutos já tinha chegado duas vezes em condições de finalizar, com o próprio Jorge Henrique e com o zagueiro Juan. Aos poucos, no entanto, o time de Mano Menezes encontrou seu lugar em campo, talvez ainda se adaptando à baixa temperatura de Caxias do Sul. Mais organizado, passou a chegar ao ataque de forma mais constante.

A movimentação constante de Paulinho, Carlos Eduardo e Bruninho criava opções de passe e os laterais começaram a aparecer para as jogadas ofensivas. Ainda assim, o Rubro-Negro pecava no último lance da jogada e, por isso, criou poucas chances de gol. Na mais perigosa delas, Marcelo Moreno raspou de cabeça e o goleiro Muriel fez boa defesa, aos 46. Já o Colorado dependia muito da criatividade do armador argentino, que estava bem marcado. Quando conseguiu escapar, deixou Forlán na cara do gol, mas o uruguaio errou.

 Recuperado de lesão, Damião volta ao Inter

O Internacional voltou mais ligado no segundo tempo e quase conseguiu aproveitar um cochilo do sistema defensivo rubro-negro para abrir o placar. Mas Fabrício jogou para fora chance incrível, dentro da pequena área e com o goleiro Felipe batido. O Colorado iniciava bem as jogadas, impulsionado pelas roubadas de bola de Willians (foram sete). No entanto, faltava presença de área. Por isso, Dunga promoveu a entrada de Leandro Damião, que voltou ao time depois de se recuperar da lesão na coxa que o tirou da Copa das Confederações.

Em menos de 10 minutos em campo, o atacante teve duas oportunidades de abrir o placar, e principalmente na segunda, a falta de ritmo de jogo falou mais alto. O Flamengo diminuiu o ritmo e Mano Menezes tentou dar sangue novo com a entrada do garoto Nixon. A partida perdeu um pouco da qualidade técnica e passou a ser disputada mais na base da vontade, e já nos acréscimos o zagueiro Juan aproveitou uma saída ruim do goleiro Felipe para decretar a vitória do Internacional, de cabeça. Depois do gol, nada de festa e mão no peito na direção da torcida rubro-negra.

OPINIÃO 

Por Jean Pierre Domingues Soares

O jogo em que marcou a despedida do Estádio Francisco Stédille (Centenário) dos jogos do Inter neste campeonato Brasileiro terminou com uma vitória muito apertada pelo placar mínimo.

INTER

Com uma atuação nada espetacular,mas que acabou sendo o suficiente graças a um gol marcado pelo ex flamenguista Juan no crepúsculo da partida,o colorado venceu e agora vê o líder(Botafogo) pelo retrovisor.Mas para isso,passou por poucas e boas durante um jogo marcado pelo equilíbrio entre ele e o rubro negro da Gávea durante 90 minutos.Com a chegada de Ignácio Scoco e o retorno do meia Alex,já será possível pensar no Tetra.Basta encaixar essas peças ao time titular nos lugares certos.O próximo jogo do colorado será contra o Náutico na Arena Pernambuco no domingo as 16 hs.

FLAMENGO 

O rubro negro da Gávea aos poucos vai melhorando sob a batuta do polêmico Mano Menezes e no jogo de ontem só não saiu com pelo menos 1 ponto por desatenção do sistema defensivo.Ao contrário do Fluminense,o Flamengo tem qualidades defensivos muito melhores que as do tricolor,porém seu sistema ofensivo não está muito próximo de ser tão bom quanto a do time tricolor e por isso,precisa melhorar em muito a sua eficiência,pois desperdiça 70% de seu ataque em quase 90% dos jogos.O próximo jogo do Flamengo será o clássico contra o lider Botafogo domingo as 18hs e 30 min no Maracanã.