segunda-feira, 29 de julho de 2013

Flu demite Abel mesmo sem opção de consenso para assumir o time

Por Edgard Maciel de Sá e Rafael Cavalieri Rio de Janeiro

O Fluminense vive um dilema. Com cinco derrotas consecutivas e já ocupando a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, a diretoria tricolor decidiu pela demissão do técnico Abel Braga, tratada desde a noite do último domingo após o revés para o Grêmio, em Porto Alegre. O anúncio será feito na tarde desta segunda-feira, nas Laranjeiras. Ao mesmo tempo, os dirigentes enfrentam dois problemas principais: a falta de dinheiro para arcar com a dispensa da comissão técnica a cinco meses do fim do contrato e ainda a ausência de um nome de consenso para assumir o time imediatamente. 

Abel Braga no desembarque do Fluminense na tarde desta segunda-feira (Foto: Edgard Maciel de Sá)

O contrato do técnico Abel Braga com a Unimed, válido até o mês de dezembro, não tem multa rescisória. Mas é o compromisso do treinador com o Fluminense, assinado por tempo indeterminado, que surge como entrave. Somando dois meses de salários devidos, FGTS não recolhido e direitos de imagem também atrasados, o Tricolor precisaria desembolsar cerca de R$ 2,05 milhões para demitir toda a comissão técnica formada, além de Abel, pelo auxiliar técnico Leomir, os preparadores físicos Cristiano Nunes e Marcelo Chirol, o preparador de goleiros Marquinhos e o observador Fábio Moreno.

Outro problema é a falta de consenso entre os membros da diretoria tricolor quanto ao substituto. Vanderlei Luxemburgo, nome preferido do presidente da patrocinadora, Celso Barros, enfrenta forte rejeição no clube. O próprio presidente Peter Siemsen é contra. Atualmente no Bahia, Cristóvão Borges também já foi procurado, mas a incerteza quanto a permanência do diretor executivo Rodrigo Caetano em 2014 - os dois já trabalharam juntos no Vasco - atrapalha a questão. A terceira opção seria Ney Franco, recentemente demitido do São Paulo.

Antes de a diretoria bater o martelo sobre a demissão, uma pessoa ligada à diretoria tricolor evidenciou o impasse.

- O quadro é complicado. Hoje o Fluminense vive três problemas principais. Em Porto Alegre foi tratada a demissão do treinador, mas não há um substituto para assumir o time. O nome do Luxemburgo, quando saiu na imprensa, teve uma rejeição enorme. E o clube não tem como honrar agora com os gastos da saída da comissão técnica. Não dá para demitir o treinador sem ter quem colocar no lugar, ainda mais na situação atual do time.

Em 17º lugar no Brasileirão, o Fluminense precisa de um novo treinador para assumir o time em caráter de urgência. O Tricolor volta a campo na próxima quarta-feira para enfrentar o Cruzeiro, às 19h30m (de Brasília), no Maracanã. A primeira opção natural dentro do clube e seria o técnico dos juniores, Marcelo Veiga, mas ele está na Alemanha com a equipe sub-20 disputando uma competição internacional. Em 2011, parte da diretoria tentou implantar a ideia do auxiliar técnico permanente justamente para casos como esse. Enderson Moreira foi contratado, mas a iniciativa não vingou.

OPINIÃO.

Por Jean Pierre Domingues Soares

O que todo o torcedor tricolor temia ocorreu hoje a tarde.A demissão do técnico Abel Braga que vinha sendo alvo de criticas da diretoria e de seus torcedores dentro e fora das laranjeiras aconteceu de forma amigável e sem ressentimentos  por parte da diretoria e assim se encerrou de forma dramática um ciclo vitorioso que deu ao clube 2 títulos em 2012(Brasileiro e Campeonato Carioca) e reacendeu a mística do time de guerreiros.

Nomes não faltam para assumir o clube mas a certeza é a de que a situação do Fluminense é muito complicada no momento e hoje (se terminasse o campeonato) estaria rebaixado para a serie b.Algo que ninguém da diretoria do tricolor carioca quer viver de novo,pois em 1998 vivenciou um dos momentos mais dramáticos de sua história ao cair da segunda para a terceira divisão

Porém,fica aqui o meu apelo como torcedor para os jogadores e a diretoria para que se empenhem mais e joguem mais,pois esta será a única forma de dar uma satisfação aos seus torcedores e principalmente pelo fato de que o Brasileirão é um campeonato em que perder pontos pode fazer muita falta lá na frente,tanto para título,vaga na libertadores e/ou rebaixamento e também para resgatar a sua dignidade junto a seus torcedores. 
 

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